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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Barcelona contra o Atlético de Madri, final da Supercopa da Espanha

Tata Martino mantém mistério sobre Neymar e relaciona Messi para final

Treinador diz que vai decidir a escalação para o duelo contra o Atlético só nesta quarta, mas sugere que pode promover o brasileiro: 'Está preparado'


Por 
Especial para o GLOBOESPORTE.COM em Barcelona





Uma pergunta sobre Lionel Messi e sete sobre Neymar. Esse foi o balanço da coletiva do treinador Tata Martino na sala de imprensa do Camp Nou nesta terça-feira. Durante a entrevista, o técnico do Barcelona manteve o tom de mistério em torno da escalação da equipe para o duelo contra o Atlético de Madri, nesta quarta-feira, pela final da Supercopa da Espanha. Após deixar o brasileiro no banco de reservas nas três partidas até aqui na temporada, ele não confirmou se começa com Neymar ou não e afirmou que vai decidir o time apenas no dia da partida.

- Messi está bem, treinou normalmente nesses dois dias e não creio que tenha problemas para jogar. O caso de Neymar é o mesmo de sempre. Ele está preparado, e amanhã (quarta-feira) tomaremos a decisão antes da partida - disse o treinador, que relacionou Messi entre os 19 convocados para a partida contra o Atlético de Madri.

     Martino faz mistério sobre a equipe que vai entrar em campo nesta sexta-feira (Foto: Agência EFE)



Cobrado pela reserva do brasileiro, que marcou o gol do Barça no empate em 1 a 1 no jogo de ida contra o Atlético, Martino garantiu que tem planos a longo prazo para Neymar.
- Eu também quero ver Neymar e Messi juntos, Mas o Neymar é muito jovem, apesar de tudo o que ele representa no futebol mundial. Não podemos esquecer que tem 21 anos de idade. A minha aspiração é que ele seja jogador do Barça durante 10, 12 anos e até agora a nossa decisão não o prejudicou, mas o ajudou. O comportamento do jogador até agora foi impecável. É normal que queira jogar, acontece o mesmo com todos os jogadores. O entrosamento entre Neymar e Messi tem sido muito bom. Está claro que Neymar elegeu o Barça também para poder jogar ao lado de Messi e eu tenho a sensação de que estamos conduzindo essa integração da melhor maneira possível - acrescentou.
Neymar foi reserva em seus três jogos (Foto: AFP)
De acordo com as palavras do treinador argentino, o camisa 11 caiu no gosto da comissão técnica do Barcelona.
- Ele está bem, muito natural. É um daqueles jogadores que quase nascem com essa pressão desde pequenos e sabem conviver com isso. Seu comportamento interno é impecável. Insisto que acho que estamos dando o nosso melhor para integrá-lo. Neymar entendeu que tinha de provar em 30 minutos o que os outros podiam demonstrar em 90. Isso é o mais importante - completou Martino.
Messi é relacionado
Se não confirmou Neymar entre os titulares, Martino pode contar novamente com Messi. Após desfalcar a equipe no último domingo, na vitória por 1 a 0 sobre o Málaga, por conta de uma lesão na coxa, o argentino foi relacionado para a decisão contra o Atlético de Madri.
  Após desfalcar o Barça contra o Málaga, Messi deve voltar ao Barcelona contra o Atlético (Foto: Agência EFE) 

A grande ausência na equipe para o duelo desta quarta-feira será o lateral-esquerdo Adriano, autor do gol da vitória sobre o Málaga. O brasileiro deixou a partida de domingo com dores musculares e não foi relacionado para a partida decisiva contra o Atlético de Madri.O GLOBOESPORTE.COM acompanha o duelo no Camp Nou em Tempo Real às 18h (horário de Brasília).
Confira a lista de convocados para o duelo:
Goleiros: Valdés e Pinto;

Defensores: Daniel Alves, Montoya, Piqué, Mascherano, Bartra e Jordi Alba;
Meio-campistas: Fàbregas, Xavi, Iniesta, Busquets, Song e Sergi Roberto;
Atacantes: Neymar, Messi, Alexis, Pedro e Tello.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Brasil perde pra Suiça

Brasil para em paredão suíço e perde com 'golaço' contra

A seleção brasileira tem algo em comum com Islândia, Albânia, Eslovênia, Grécia e Chipre...


Por Paulo Cobos, da Basiléia para o ESPN.com.br - espn.com.br




A seleção brasileira tem algo em comum com Islândia, Albânia, Eslovênia, Grécia e Chipre. Como essas equipes nos últimos 12 meses, o time de Felipão tentou, mas não conseguiu marcar um gol na Suíça, dona da "melhor defesa do mundo" na atualidade.

No primeiro jogo após a conquista da Copa das Confederações, o Brasil lembrou o time campeão do torneio no primeiro tempo, mas relembrou nos 45 minutos finais a mesma equipe desorganizada dos primeiros jogos do ano. Resultado: derrota por 1 a 0 para os suíços no St. Jakob Park, na Basiléia.

Se juntou assim aos nanicos e médios que não conseguiram vazar a boa seleção suíça, que no entanto levou três gols de Messi em amistoso contra a Argentina no ano passado e outros três da Alemanha. Foi a segunda derrota no time nesta nova era Felipão. A primeira havia acontecido na estreia, contra a Inglaterra, em fevereiro.

O Brasil começou o jogo com duas mudanças em relação ao time que conquistou a Copa das Confederações, em junho passado. Uma por motivação física: David Luiz, com dores, foi substituído por Dante. A outra foi a polêmica da semana na Suíça.

Depois de sugerir que Júlio César jogasse até na "10ª divisão" para poder ser observado, Felipão mostrou que não era só ameaça a declaração que quem não atuar pelo clube irá perder a vaga na equipe. O botafoguense Jefferson foi escalado como titular.

Dona da melhor defesa das eliminatórias, a Suíça começou o jogo sem justificar tal estatística. Neymar tinha um espaço gigantesco para jogar pelo lado esquerdo. Com 11min, o zagueiro Senderos parou o jogador do Barcelona com falta quando era o último homem da marcação.

Só que os anfitriões confirmaram outra fama recente: a que ficaram mais criativos depois da entrada de jogadores nascidos ou com origem em Kosovo. No meio-campo, Shaqiri, jogador do Bayern de Munique, armava as melhores jogadas dos suíços.

Mas eram do Brasil as chances mais claras. Aos 19min, Fred fez passe preciso para Hulk, que, livre, chutou para defesa de Benaglio.

Era só um amistoso, mas Neymar mostrava muita irritação. Aos 23min, iniciou uma grande confusão em campo após chutar um rival em lance desleal. Levou só o amarelo.

Em grande fase no Botafogo, Jefferson quase falhou feio aos 27min, quando por pouco não deixa passar chute de fora da área, até sem força, de Xhaka. E o nervosismo começou a contagiar toda a seleção brasileira. Aos 28min, o lateral esquerdo Marcelo deu entrada violenta, mas nem amarelo recebeu.

Com a temperatura do jogo mais alta, a Suíça passou a comandar a partida, com a bola sempre passando por Shaqiri. Mas no seu pior momento no primeiro tempo a equipe de Felipão teve a melhor chance de abrir o placar. Aos 38min, Neymar fez cruzamento preciso para Paulinho, que cabeceou para acertar o travessão.

O final da primeira etapa foi elétrico, com os dois times criando chances, dando muito espaço para o oponente e falhando na hora de finalizar.

Ottmar Hitzfeld, o alemão que treina a Suíça, fez duas mudanças na volta do intervalo. Já Felipão preferiu manter a mesma equipe. Melhor para os donos da casa, que abriram o placar em um lance bizarro. Aos 3min, Seferovic cruzou pelo lado direito. Daniel Alves estava sozinho, e, como se fosse um atacante, cabeceou no ângulo de Jefferson para marcar um inusitado gol contra.

E quase a Suíça faz o segundo, aos 7min, em outra trapalhada brasileira. Dante recuou, Jefferson foi chutar e furou feio, mas ainda teve tempo de voltar e afastar o perigo. Felipão então parece ter perdido a paciência com sua equipe. De uma vez só, fez três alterações, com as entradas de Fernando, Maxwell e Jô nos lugares, respetivamente, de Luiz Gustavo, Marcelo e Fred. Antes, ouviu os suíços gritarem olé .

Oscar, agora descansado mas com a mesma falta de movimentação do final da temporada passada, foi o próximo a sair, para a entrada de Hernanes. A enxurrada de mudanças teve efeito quase nulo. Com Neymar vaiado, depois do incidente no primeiro tempo, o Brasil pouco ameaçou o gol suíço e acabou mesmo derrotado.

A seleção volta a campo agora no próximo dia 7 de setembro, em Brasília, contra a também retranqueira Austrália. Três dias depois, pega Portugal, na cidade americana de Boston.


FICHA TÉCNICA:

SUÍÇA 1 X 0 BRASIL

Data: Quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Local: St. Jakobs Park, na Basiléia (SUI) 

Árbitro: Deniz Aytekin (ALE)

Público: 31.100

Cartões Amarelos:  Senderos, Behrami e Schar (SUI); Neymar e Fernando (BRA)

Gol: Daniel Alves (contra), aos 3min do segundo tempo

Suíça: Benaglio; Lichtsteiner (Lang), Klose, Senderos (Schar) e Rodriguez; Behrami, Dzemaili (Schwegler), Shaqiri (Mehmedi), Xhaka e Stocker (Barnetta); Seferovic (Gavranovic)

Técnico: Ottmar Hitzfeld

Brasil: Jefferson; Daniel Alves (Jean), Dante, David Luiz e Marcelo (Maxwell); Luiz Gustavo (Fernando), Paulinho e Oscar (Hernanes); Neymar, Fred (Jô) e Hulk (Lucas)

Técnico: Luiz Felipe Scolari



sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Barcelona humilha Santos na estréia de Neymar

Na estreia no Camp Nou, Neymar dá assistência e vê Barcelona humilhar o Santos

O Santos sofreu de novo contra o Barcelona. E, desta vez, Neymar estava do outro lado...


Por ESPN.com.br - espn.com.br





O Santos sofreu de novo contra o Barcelona. E, desta vez, Neymar estava do outro lado. Na estreia de sua maior revelação das últimas décadas pelo time catalão no Camp Nou, o clube brasileiro foi goleado por 8 a 0. Mais do que isso, foi humilhado no Camp Nou. Com a ajuda de Neymar.

A esperada parceria entre Neymar e Messi durou pouco. O brasileiro entrou no intervalo, e o argentino deixou o campo aos 17 minutos do segundo tempo, dando lugar a Dongou.

Enquanto estiveram juntos, os dois tentaram tabelas, trocaram passes, levaram perigo. Mas a dupla, quando junta, não chegou ao gol. Não precisava mais. Enquanto eles estavam lado a lado, o placar apontava 5 a 0 para os catalães.

Sem Messi, Neymar brilhou mais. E, aos 23 minutos, avançou pela ponta esquerda e rolou para Fábregas, sozinho na área, marcar o sexto gol. O Camp Nou fez festa para o brasileiro.

O massacre começou logo que a bola rolou. O Barcelona, mesmo no primeiro jogo de peças importantes como Xavi, Iniesta, Busquets, Jordi Alba, Piqué e Victor Valdés, mostrou o entrosamento dos últimos anos.

O 1 a 0 saiu logo aos 8 minutos, quando Messi entrou na área e livrou-se de Aranha para tocar rumo ao gol vazio. O segundo saiu aos 12, quando Léo tentou cortar um cruzamento e fez contra. Ainda no primeiro tempo, a festa de gols continuou com gols de Alexis Sanchez e Pedro, os dois atacantes que fizeram o técnico Tata Martino deixar Neymar no banco.

No segundo tempo, com um time mudado, que tinha Fábregas, Neymar e Adriano, o Barcelona continuou dominando. E foi Fábregas quem marcou o quinto, e também o sexto, com assistência de Neymar, no melhor lance do brasileiro no jogo.

O sétimo foi o mais bonito, de Adriano, em belo chute de fora da área. Dongou, garoto do time B que ganhou chance de participar da pré-temporada, fez o oitavo. Neymar ainda teve a chance de balançar a rede, mas chutou na trave.

O Barcelona de Neymar, Messi e Tata Martino foi o Barcelona que o mundo se acostumou a ver. Foi a maior goleada da história do Troféu Joan Gamper.

O Santos, humilhado, foi um Santos que o mundo nunca tinha visto. Foi a pior goleada da história do clube contra o rival europeu.

FICHA TÉCNICA:

BARCELONA 8 X 0 SANTOS
Local: Estádio Camp Nou, em Barcelona (Espanha)
Data: 2 de agosto de 2013, sexta-feira
Horário: 16h30 (horário de Brasília)
Público: 81.251 pagantes
Cartões amarelos:Victor Andrade (Santos)
Gols:
BARCELONA: Messi, aos 7, Léo (contra), aos 11, Sánchez, aos 21 e Pedro, aos 28 minutos do primeiro tempo; Fàbregas, aos 7 e aos 22, Adriano, aos 29 e Dongou, aos 37 minutos do segundo tempo
BARCELONA: Valdés (Pinto); Daniel Alves (Montoya), Piqué (Bartra), Mascherano (Bagnack) e Alba (Adriano); Busquets (Song), Xavi (Sergi Roberto) e Iniesta (Fàbregas); Sánchez (Dani Nieto), Messi (Dongou) e Pedro (Neymar).
Técnico: Gerardo Martino
SANTOS: Aranha (Vladimir); Rafael Galhardo (Cicinho), Edu Dracena, Durval (Gustavo Henrique) e Léo (Mena); Arouca (Alan Santos), Cícero, Leandrinho (Léo Cittadini) e Montillo (Pedro Castro); Neílton (Giva, depois Victor Andrade) e Thiago Ribeiro (Willian José, depois Gabriel).
Técnico: Claudinei Oliveira (interino)